Interação Intergeracional no ambiente corporativo
Em um mundo intergeracional, em que de um lado indivíduos com mais de 50 anos são responsáveis por gerar 1/3 do PIB mundial e que, só no Brasil, a cada 20 segundos uma nova pessoa completa 50 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do outro, uma geração nativa da era digital, com menos de 18 anos de idade, é capaz de construir fortunas como em nenhum outro tempo. Esses dados mostram que, paralelamente, essas gerações coexistem no mundo corporativo e definitivamente vivemos no tempo em que ninguém está velho demais para deixar o mercado de trabalho e nem jovem demais para não contribuir com a economia.
Em 2026 temos 5 gerações diferentes atuantes no ambiente corporativo, e dentro dessa intergeracionalidade a comunicação se dá igualmente de forma diversa. O impacto dessa coexistência e convivência, já direciona para a desconstrução de qualquer abordagem fechada acerca do tema. Diante dessa perspectiva, a não exclusão, se torna mais relevante do que a inclusão e a construção de novas políticas, que incorporem essa abordagem intergeracional é urgente e praticamente obrigatória, para a interação desses indivíduos no mercado de trabalho.
Diante desse contexto é importante frisar sempre a diferença entre Intergeracionalidade e Interação geracional. Os termos ainda causam certa dificuldade, tanto quanto a própria existência de suas significações.
As referências sobre o tema INTERGERACIONALIDADE classificam as gerações por idade ou ano de nascimento:
Baby Boomers: nascidos entre 1946 e 1964
Geração X: nascidos entre 1965 e 1980
Geração Y ou Millennials: nascidos entre 1981 e 199
Geração Z: nascidos entre 1997 e 2010
Geração Alfa: nascidos a partir de 2010 (atualmente com até 10 anos)
Geração Beta: não existe ainda um consenso se essa geração nasce a partir de 2020 ou 2025.
Diferentes gerações, criando cada vez mais novos e diferentes cenários, novos desafios e uma única solução para essa co: interação intergeracional.
As empresas precisam se conscientizar que todos são iguais naquele ambiente, buscando por soluções. Essa empresa se torna então diferenciada e não um local em que demissão e admissão de pessoas por idade se torna tão comum que acaba criando um ralo, à partir da folha de pagamento.
Em sua obra O Problema Sociológico Das Gerações, Karl Mannheim, escreve: O Problema das gerações é importante o suficiente para ser seriamente considerado. Ele é um dos guias indispensáveis à compreensão da estrutura dos movimentos sociais e intelectuais.( Mannheim, 1928).
Para o sociólogo o conceito de intergeracionalidade é muito mais amplo do que apenas uma contagem no tempo ou de anos e sim, um conjunto de experiências compartilhadas, tanto sociais, culturais e históricas.
Partindo desse princípio e principalmente, respeitando essas experiências a INTERAÇÃO GERACIONAL no ambiente corporativo deve ser vista não como uma consequência do tempo e sim, uma ferramenta para criar ecossistemas inovadores e disruptivos, de forma natural como acontece no meio social, familiar, em que a convivência se dá guardadas as suas próprias discrepâncias. Dessa forma cria-se uma riqueza de soluções muito mais assertivas na vida daquela empresa, aumento da produtividade e lucro.